#TBT: Eu e Meu Sneaker com Maíra Botelho (Revista SBR Ed. 11)

Hoje é quinta, dia de resgatar matérias da Revista SBR. A matéria que trouxemos para o TBT desta semana veio da seção “Eu e Meu Sneaker”, com a Maíra Botelho, da Revista SBR ed. 11. Esta edição foi veiculada em fevereiro de 2017 e as informações podem estar desatualizadas.

Artista da customização dos tênis e uma legítima representante da parcela feminina no cenário sneakerhead, Maíra Botelho (@pimpmysneakers) guarda com carinho a história do Air Force 1 ‘Urban Jungle Gym’ que segura em suas mãos: “esse tênis, na verdade, não é meu. Eu dei de presente a uma pessoa muito especial em minha vida, meu tio e padrinho Cid Botelho”.

Carioca da gema, em 2014, Maíra foi convidada a expor seu trabalho em um encontro sneakerhead realizado na cidade de São Paulo. Aproveitou a deixa para levar seu padrinho e passar com ele alguns dias na cidade.

No evento, Cid teve seu primeiro contato com a cultura sneaker e, nas palavras de Maíra, “ficou encantado com a riqueza de detalhes e as histórias por trás de cada um dos modelos”. “Para ele, assim como para a grande massa, os tênis ainda eram apenas os calçados voltados para a prática esportiva”, relembra.

Um modelo em especial chamou a atenção do novato, o Air Force 1 ‘Urban Jungle Gym’, ainda mais quando a sobrinha/afilhada explicou a relação das cores e gráficos aplicados ao calçado com a obra de Spike Lee: “meu padrinho foi o responsável por me apresentar muito do que conheço sobre cinema e saber da história daquele AF-1 o fez se apaixonar imediatamente pelo calçado, chegando à conclusão de que nunca conhecera ‘um tênis de verdade’ na vida, pois, segundo ele, todos os pares que teve não chegavam nem perto daqueles ali expostos”.

Começava, então, a saga de Maíra por conseguir um par para, em segredo, presenteá-lo. Com a ajuda de um amigo, funcionário de uma grande rede, conseguiu localizar o calçado no tamanho certo e comprá-lo à distância, mas os atrasos dos Correios, típicos da época natalina, adiaram os planos em alguns dias. Nada que diminuísse a empolgação de Cid ao ganhar seu presente e ao coloca-lo nos pés, ocasião sempre registrada em fotos enviadas para a sobrinha, acompanhadas do comentário sobre aquele ser ‘o único tênis de verdade que teve na vida’.

“Quando ele faleceu, em 2016, peguei o tênis de volta e hoje o guardo comigo como um símbolo da relação que tivemos”, conclui, saudosa, Maíra.