#TBT: Entrevista Com a Ilustradora Caroll Lynn (Revista Sbr Ed. 6)

Quinta-feira, dia de tbt!
Hoje nós resgatamos uma matéria da edição 6 da revista SBR – a entrevista com Caroll Lynn Van Den Brom.
Lembrando que essa matéria foi veiculada em julho de 2014, e as informações podem não estar atualizadas.

Ilustradora de Sneakers

Uma imagem no publicada no Instagram foi o ponto de partida para o trabalho da holandesa Caroll Lynn Van Den Brom acontecer, no universo digital. Foi através do Instagram, também, e de uma imagem do (nosso) Air Max 1 Lanceiro que tivemos contato com Lynn e ficamos conhecendo um pouco melhor essa mulher com cara de menina, que tem se especializado em desenhar tênis, por meio do bate-papo que você confere a seguir.

SBR: Por favor, apresente-se para os nossos leitores.

Caroll Lynn: Meu nome é Caroll Lynn. Meus amigos mais próximos em chamam de Lynn. Tenho 24 anos e sou da Holanda. Moro em uma pequena cidade agrícola e estou estudando desenho gráfico. Quero, um dia, ser designer de uma grande marca como Nike, Asics, ou até mesmo da adidas.

SBR: Quando começou sua paixão por tênis? Você os coleciona? Quais são seus modelos favoritos?

CL: Sim! Tudo isso começou quando eu passei a ter condições de comprar meus próprios tênis. Eu sempre tive uma queda por eles, mas minha mãe achava meio estranho comprar um par novo a cada semana. Eu comprei meu primeiro Air Max 1 ‘Sports Blue’ na Patta de Amsterdã e aí me apaixonei na hora. Meu favorito é o Gel-Lyte III ‘Flamingo’ (tênis assinado por Ronnie Fieg, em 2013).

SBR: Como você começou a desenhar os tênis? Você é bem popular no instagram! Como e quando começou a usar sua conta para divulgar a sua arte?

CL: Tudo começou em um hospital. Meu pai e minha madrasta sofreram um acidente de carro feio. Ela se foi – descanse em paz mãe. Meu pai ficou em coma por um mês. Eu estava realmente frustrada e cheguei a parar de estudar naquela época. Como passava o dia no hospital, tinha que fazer algo, pois vê-lo lutando pela vida todos os dias era de partir o coração. Eu estava quase esquecendo do que eu amava fazer, que era desenhar. Então decidi desenhar alguns tênis. Postei na conta do meu Instagram, assim que meu pai saiu do coma. Todas as reações foram super positivas! As pessoas gostaram muito. Decidi passar a desenhar mais, inclusive os meus modelos preferidos. O Flamingo, assinado pelo Ronnie Fieg, estava prestes a ser lançado, então eu postei a ilustração e o marquei. Ele viu e republicou minha arte. Foi assim que comecei a ficar mais conhecida.

SBR: Você vende telas com seu trabalho? Conte um pouco sobre esse negócio.

CL: No início, eu não quis vender, mas meus amigos sneakerheads ficaram malucos. Eles queriam que eu imprimisse alguns trabalhos. Então eu imprimi e ficaram muito bons! As primeiras impressões foram distribuídas assim: para ganhar uma era preciso republicar uma imagem minha e seu tênis favorito. A cada 1000 seguidores que eu ganhava, eu fazia essa ‘distribuição’. Isso me fez ganhar muitos seguidores. Hoje eu vendo sob encomenda.

SBR: Você tem planos de fazer alguma mostra?

CL: Minha primeira mostra aconteceu em uma loja na Holanda, chamada Premium Supply Store. Estou planejando uma segunda, em Nova York, mas não posso te contar muita coisa no momento. Ainda estou trabalhando no conceito, mas estou chegando lá. Pode vir a ser um divisor de águas para mim.

SBR: Como você escolhe os tênis que vão ser desenhados? Você tem algum trabalho favorito? E quais são suas influências, nas artes e nos tênis?

CL: Desenho a maioria por encomenda. Me pediram para desenhar um Air Max 1 Lanceiro e olha só aonde eu fui parar! Loucura não? E eu amei desenhar o Lanceiro. Os detalhes são impressionantes! Meu favorito é o Companion, do Kaws, com o Flamingo nos pés. As peças dele são muito caras e eu queria muito ter uma. Então decidi desenhar uma, no meu estilo, com uma “pequena mudança”. Kaws é uma grande influência para mim, assim como um cara chamado @naturel no Instagram. Ele é o cara!
Sobre os tênis, Ronnie Fieg é uma grande influência.

SBR: Já que você tocou no assunto, como foi que você acabou desenhando um Air Max 1 Lanceiro? Você conhecia o tênis e toda a história por trás?

CL: Esse foi mais um pedido. Eu não sabia nada sobre eles! Já tinha visto uma vez ao vivo, mas não sabia da história. Mas agora eu sei!
Eu amo tênis que contam uma história.

SBR: Obrigado, Lynn. Algo mais a dizer para nossos leitores brasileiros?

CL: Focar em algo que parece ser inatingível faz você trabalhar para realizar seus sonhos. Tudo acontece por uma razão, mas você precisa trabalhar no que você quer. Aconteceu comigo, mesmo que eu ainda não tenha chegado lá. #nevernotworking